
De acordo com o IBGE, a população brasileira superou a marca de 30,2 milhões de idosos em 2017. Você pode conferir esses dados no site do IBGE, no link https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/20980-numero-de-idosos-cresce-18-em-5-anos-e-ultrapassa-30-milhoes-em-2017 . Esse aumento não é um fenômeno brasileiro, mas uma tendência mundial, devido ao aumento da expectativa de vida e a taxa de fecundidade, pois o número médio de filhos por mulher vem caindo.
Essa é a tendência nas próximas décadas, podemos chegar ao marco de 66,6 milhões de idosos até 2050. O problema é que tais estatísticas sugerem que a sociedade não está apta a lidar com o crescimento e as demandas desse grupo populacional específico e que é necessária uma mudança cultural e educacional, voltada à valorização da pessoa idosa.
Quando falamos em envelhecimento saudável, as perdas cognitivas não chegam a comprometer a funcionalidade do indivíduo, portanto é importante focarmos nossos esforços em criarmos condições para que essa população seja cuidada e consiga envelhecer da melhor maneira possível. Diante do cenário apresentado, serão necessárias reformas e incrementos importantes em áreas vitais, como a saúde e a infraestrutura urbana, melhorando e ampliando o atendimento ao idoso na rede de saúde, o que inclui a preparação de profissionais voltados para esse público.
Ao contrário do que muitos acreditam, o declínio cognitivo do idoso, embora seja esperado, ocorre de forma heterogênea e está associado às diferenças culturais, aos hábitos de vida adotados ao longo de sua história e aos fatores ambientais, socioeconômicos e genéticos, que influenciam na cognição e seus desdobramentos.
Um erro muito comum é o afastamento dessas pessoas de suas atividades cotidianas, deixando-as ociosas, sem que haja uma substituição, o que contribui para um declínio de sua atividade cognitiva, e, portanto, na redução de sua qualidade de vida. É importante mantê-los ativos, de acordo com suas capacidades e limitações, respeitando suas preferências, para que sintam-se motivados a participar das atividades individuais ou em grupo, além de se sentirem úteis e parte da sociedade.
Alguns profissionais que podem colaborar para manter a mente do idoso ativa é o neuropsicopedagogo e o psicopedagogo, uma vez que eles são especialistas no aprender e podem contribuir desenvolvendo estratégias de aprendizagem, promovendo a reabilitação do idoso que sofreu comprometimentos funcionais cognitivos, além de desenvolver e aplicar atividades de estimulação cognitiva, ou seja, trabalhando na prevenção do declínio cognitivo. Inclusive existem profissionais que trabalham a domicílio, quando existe alguma dificuldade de deslocamento do idoso.
Como você pode perceber, é evidente que o cérebro do idoso precisa de estimulação a todo momento e não somente na ausência de saúde física ou mental. Porém cabe a nós criarmos condições para que essa estimulação aconteça efetivamente, pois um dos fatores que mais prejudica a qualidade de vida desse público é o declínio cognitivo.
Se você tem um idoso na família e gostaria de ajuda-lo a envelhecer de forma saudável, minha orientação é que você busque por projetos em sua cidade voltados para esse público. Existem projetos que focam na saúde física e mental da terceira idade e muitos deles sem custo algum. Vamos cuidar dos nossos idosos!
