Todo final de ano marca o fechamento de um ciclo e o início de um ciclo completamente novo. As promessas para o novo ano já viraram tradição. Muitos gostariam que suas vidas mudassem na contagem regressiva, mas infelizmente não vivemos em um conto de fadas, a vida real é bem diferente. Mas isso não deve nos tirar a esperança de um futuro melhor. A questão é o que realmente fazemos (atitude) para que nossas expectativas de um ano novo de sucesso realmente se tornem realidade?
Para que realmente nossa vida mude, primeiro nós precisamos mudar, é uma mudança interna e individual, muitas vezes dolorosa. Vale aquela máxima “seja você a mudança que deseja ver no mundo”. Nada muda se você não mudar, essa é a realidade.
Comece hoje! Reflita sobre todos os aprendizados que você teve nesse ano que acaba de terminar e nos anos anteriores. Analise suas atitudes, escolhas e ações. Procure não repetir os mesmos erros, busque novidade de vida.
Não é uma questão de ser cético em relação as promessas de ano novo, mas é importante ver esse novo ciclo como uma oportunidade e um estímulo para realizarmos as mudanças necessárias. Nossa história vai sendo construída por nossas escolhas e atitudes. Procure alinhar as suas escolhas de acordo com seus valores e crenças.
Você tem mais um ano novinho em folha para se preparar, não ver o tempo passar e acabar perdendo grandes oportunidades. Erros certamente cometeremos, mas devemos aprender com eles.
Meu desejo para esse novo ano é: mais amor, mais vida, mais relacionamentos saudáveis, mais compromissos com causas nobres, mais persistência, mais sorrisos largos, mais agradecimentos, mais motivação, mais alegria, mais autoconhecimento, mais autorresponsabilidade!
Um feliz ano novo a todos e gratidão pelo ano velho e as inúmeras oportunidades de aprendizagem que tivemos e vivenciamos!
Diversos jogos datam de centenas de anos antes de Cristo, sabemos disso porque escavações arqueológicas os encontraram. Alguns jogos parecem que sempre existiram na humanidade como forma de educar o corpo e a mente para a sobrevivência e o lazer, passando de geração em geração, como é o caso das brincadeiras de esconde-esconde e pega-pega. A ideia de jogo pode estar relacionada à memória coletiva da educação familiar, quando os pais interagem com filhos, desde as primeiras brincadeiras com o bebê até mesmo quando observam as crianças brincando.
A palavra jogo tem sua origem na palavra “Jocus” em latim, que significa brincadeira e divertimento. Os jogos são brincadeiras estruturadas, praticadas com fins recreativos a partir de regras. Podem também ser reconhecidos como instrumentos educacionais. Os jogos envolvem distração, relaxamento e, também, expressão de ideias e emoções envolvendo muita estimulação mental e/ou física.
Você sabia que os jogos contribuem para o exercício da inteligência emocional? Essa é uma habilidade considerada muito importante tanto no mundo do trabalho como nas relações sociais. A inteligência emocional é um ingrediente fundamental para o desenvolvimento de liderança e enfrentamento da vida no geral.
Em sala de aula o aprendizado por meio dos jogos e games motiva os alunos a aprenderem de forma independente, saindo um pouco daquela rotina maçante do dia-a-dia, não precisando de instruções necessariamente feitas pelo professor. E o cérebro agradece, pois os jogos ativam a dopamina no nosso cérebro, proporcionando prazer.
Ainda no contexto educacional, os jogos e a gamificação podem ser utilizados em metodologias ativas, que surgem da ideia de que o aluno é um ser ativo em busca de sua aprendizagem, ou seja, ele precisa de autonomia para fazer suas escolhas e tomar decisões. O professor, por sua vez, assume o papel de orientador que tem relevância como curador ao desenvolver projetos com os alunos. Os jogos e a gamificação intensificam o papel autônomo do aluno, pois são simuladas situações desafiadoras, são apresentadas opções para escolha de recursos, bem como, os alunos têm oportunidade para reflexão e crítica sobre aspectos da realidade que vivenciam.
Como você pode observar, os jogos podem oferecer grandes oportunidades de desenvolver algumas habilidades emocionais como: autoconfiança, coragem, paciência, persistência, tolerância, autoconhecimento, resistência a frustração, comunicação e empatia.
A motivação gerada por atividades gamificadas educacionais impulsiona a produtividade e o desempenho, despertando o interesse pela aprendizagem.
Em relação ao desenvolvimento de habilidades cognitivas, ao longo dos anos, diversas pesquisas têm consistentemente mostrado que os jogos podem ajudar a desenvolver várias habilidades como: aprendizagem e memória, habilidades psicomotoras, atenção seletiva visual, habilidades analíticas e espaciais, habilidades estratégicas entre outras. Já existem sistemas que visam reabilitação cognitiva ao estimular habilidades específicas em pessoas com várias necessidades especiais.
Podemos concluir que existem muitos jogos sérios que visam auxiliar na aprendizagem e desenvolvimento cognitivo podendo ser grandes aliados das famílias, professores e terapêutas quando o assunto é aprendizagem.
A violência é um fator preocupante em nossa sociedade, basta olhar a nossa volta e nos deparamos com cenas chocantes de violência, seja por intolerância às diferenças ou por não aceitar opiniões contrárias. As redes sociais viraram um excelente canal de incentivo a violência e escancarou a violência que existe dentro de muita gente.
A pergunta é: de onde vem tanta violência? Está na genética? Será? O primeiro fato importante a se considerar é que os primeiros anos de vida da criança são determinantes na formação da personalidade. Isso quer dizer que quando o ser humano nasce, parte do cérebro ainda não está desenvolvida, mas há uma capacidade extraordinária de aprendizado pelas condições de vida e educação. Esse é um fator decisivo na formação da personalidade.
A formação da personalidade depende de vários fatores e a maioria deles está sob o controle dos pais. Fora os aspectos genéticos, as características psíquicas sofrerão influência dos ambientes que a criança frequenta, das crenças familiares, dos vínculos afetivos, do convívio social e de experiência emocionais vividas na infância.
Podemos entender então a responsabilidade que os pais, a escola e a sociedade têm no adulto que a criança irá se tornar. Nos primeiros anos é fundamental oferecer uma base sólida para a formação de uma personalidade equilibrada. A criança precisa de autonomia, responsabilidades, limites e frustrações. Sim, frustrações! Ela precisa aprender a conviver com elas, pois é assim que aprendem a lidar com elas na vida adulta.
Como pais queremos proteger nossos filhos, é compreensível, porém quanto mais cedo nossos filhos aprenderem a superar as frustrações, mais felizes e realizados serão quando adultos.
E de onde vem a violência? Das pessoas e ambientes que a criança frequenta. A genética por si só não é responsável pela personalidade violenta, mas os exemplos que ela tem na infância sim, esses deixarão marcas profundas em sua personalidade. Quando a criança é influenciada negativamente é assim que ela aprende a resolver as coisas.
Das vivências – boas ou ruins – esse bebê começará a construir seu modelo de interação e de relação com o ambiente e com outras pessoas fora do núcleo familiar. Infelizmente crianças aprendem a violência, geralmente, dentro da própria casa. A maneira como os pais se relacionam, como tratam os filhos, os bichos de estimação, os vizinhos e assim por diante. A reação dos pais diante da violência servirá de exemplo a ser seguido na maioria das vezes.
Segundo a Organização Mundial da Saúde violência é:
O uso intencional da força física ou do poder, real ou em ameaça, contra si próprio, contra outra pessoa, ou contra um grupo ou uma comunidade, que resulte ou tenha grande possibilidade de resultar em lesão, morte, dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação (UNICEF, 2009, p. 4)
Quando os pais ensinam as crianças, por exemplo, a baterem de volta, significa que a violência é uma solução plausível, permissível e capaz de resolver conflitos, quando na verdade ela gera mais problemas, pois assim como gentileza gera gentileza, violência também gera violência. Esse tipo de ensinamento contribui para uma sociedade cada vez mais intolerante, violenta e incapaz de dialogar quando existem diferenças e conflitos.
Ensine seu filho a encontrar soluções em situações de violência para quebrar o ciclo, ou seja, o ensino sobre tolerância, respeito e não violência começa dentro de casa. Não adianta você dizer para seu filho não ser violento e ele presenciar você agredir, mesmo que verbalmente, outro familiar, ou maltratar os animais de estimação. Vale uma reflexão!
Escolher um caminho diferente da violência não é covardia, pelo contrário, é preciso coragem para quebrar o ciclo de violência, pois é muito mais fácil revidar do que controlar as emoções e abandonar uma discussão. É importante ensinar o filho a pedir ajuda de um adulto caso entre em conflito com outra criança e não esteja conseguindo sair da situação.
Sejamos nós a construir uma sociedade mais segura, protetora e tolerante através de nossos filhos, a sociedade que desejamos!
Quantas vezes durante nossa vida encaramos uma prova difícil, seja na escola ou para passar em um concurso e tivemos resultados insatisfatórios? E o pior, você se dedicou e estudou, mas teve a sensação de que todo seu esforço foi por água abaixo. Nessa hora precisamos ser adultos e encarar os fatos, será que realmente estudamos o suficiente e fomos eficientes? O quanto abrimos mão de outras coisas para nos dedicarmos ao que realmente era importante para nós naquele momento?
Pela minha experiência eu arrisco dizer que as pessoas gostam de se enganar, espero que não seja o seu caso, mas se observamos a realidade, os que passam nas provas são aqueles que geralmente se dedicaram um pouco mais ou fizeram algo diferente, foram ao seu limite, abriram mão de lazer, momentos com a família e o que foi preciso para conseguirem o que era importante para eles. A pergunta é: estamos dispostos a pagar esse preço?
Esse é o primeiro ponto que trago para reflexão, a dedicação. Agora vamos a parte mais técnica, mais prática da coisa toda. Estudar durante algumas horas é diferente de criar uma rotina de estudos planejada e com qualidade. Sendo sincera, não é uma tarefa simples, mas necessária. Não adianta você abrir mão de tudo, mas da maneira errada, porque no final você tem grandes chances de fracassar. Vamos lá, vou dar algumas dicas de como estudar de maneira eficiente.
Você já ouviu falar na “curva do esquecimento”? A curva do esquecimento é um fenômeno psicológico que explica porque rever um conteúdo estudado em 24 horas depois de aprender algo novo funciona. Ao fazer isso suas chances de reter o que aprendeu aumentam 80% e depois de uma semana a capacidade de retenção pode chegar a 100% com apenas 5 minutos de revisão. Eu sei, é incrível!
Se você é da nova geração provavelmente ama uma tela, mas eu vou te dizer uma coisa, aposte nos materiais impressos. Eles são vantajosos porque colaboram com a compreensão dos conteúdos, uma vez que você pode grifar, fazer anotações, o que nem sempre é possível na tela do computador. Utilizar vários tipos de estímulos durante os estudos ajuda na memorização.
Outro ponto é criar um método próprio de aprender, pois cada um de nós tem uma maneira diferente de aprender, alguns aprendem ouvindo, outros lendo e escrevendo ou ainda fazendo anotações. O importante é apostar em uma aprendizagem contextual, fugindo da memorização, mas aprendendo a relacionar as ideias de uma forma que faça sentido para você. Já ouviu falar em “mapa mental”? Eles ajudam muito a relacionar os conceitos.
Procure criar conexões do conteúdo com a sua vida, ou seja, com as suas experiências, quando você consegue fazer isso fica mais fácil compreender conceitos abstratos, pois utiliza referências reais para entender como funciona na prática.
Se você não tem o costume de revisar os conteúdos antes de dormir, deveria adquirir este hábito. Saiba que é durante o sono que o processo de memorização fica mais intenso, portanto vale a pena rever o conteúdo antes de dormir.
Outro erro comum é o de passar horas e horas estudando. Por mais que você precise disso, acredite, não é a melhor estratégia! Dê pausas durante os períodos de estudos para não sobrecarregar o seu cérebro. Aproveite o tempo de pausa para comer alguma coisa e dar uma relaxada.
Eu sei que hoje utilizamos a internet para tudo, mas durante o período de estudo procure deixar o celular de lado por um tempo, pois com certeza você não resistirá a tentação e acabará perdendo a concentração com as notificações chegando a todo momento. Aproveite o tempo de pausa para ligar o celular e responder as mensagens.
Existem técnicas que podem ajudar você a otimizar seu tempo e memorizar o que aprendeu, são elas: resumo de matérias, mapas mentais e técnica pomodoro.
Apesar de difícil, não é algo impossível otimizar a rotina de estudo. Comece colocando as dicas em prática que você terá muito mais chances de arrasar nas suas provas e trabalhos.
Para começar a falar sobre o comportamento de “birra” precisamos ter clareza de que todo comportamento tem uma função e uma motivação, ou seja, todo comportamento tem o objetivo de conseguir ou se livrar de algo.
O comportamento humano quando não é inato ao organismo, ou seja, já faz parte da sua natureza e sobrevivência (ex.: estou com sede vou procurar água, estou com fome for procurar comida e assim por diante), significa que ele foi aprendido, o que significa que ele é um comportamento “condicionado”, resumidamente, na relação do indivíduo com o ambiente, diante de algum estímulo, ele emitiu esse comportamento e teve algum benefício, com isso a probabilidade do indivíduo emitir novamente tal comportamento para conseguir o que queria aumentou.
Falar sobre comportamento é bem complexo, seria necessário fazer uma análise mais detalhada do indivíduo, os lugares que ele frequenta, as pessoas que ele se relaciona e seu histórico de vida. Mas vou me ater aos princípios básicos sobre o assunto, que certamente ajudará a lidar com alguns comportamentos indesejados, principalmente infantil.
Os comportamentos inadequados, via de regra, estão relacionados a um desses quatro motivos: sensorial (a criança sente algo que é a consequência reforçadora do comportamento), esquiva (sempre que se comporta de forma inadequada a criança consegue se livrar de algo que não gosta), tangível (alguém pode dar alguma coisa de comer ou brincar com a criança quando ela emite o tal comportamento) e atenção (as pessoas estão dando atenção para a criança quando ela emite o comportamento). E entre esses quatro, a atenção e a esquiva são campeões de comportamentos inadequados.
A maioria de nós acredita que falando mil vezes a mesma coisa a criança vai mudar e aqui está o primeiro grande erro, pois raramente as “explicações” funcionam, somente em situações específicas. Geralmente, quando exageramos nas explicações após a criança emitir um comportamento inadequado estamos “valorizando” o comportamento, ou seja, dando “atenção” para a criança quando ela se comporta mal. Para você pensar: quando seu filho emite um comportamento adequado, você dá a mesma atenção?
Tá bom, você deve estar pensando “ah, mas eu estou brigando com ela, chamando atenção…”. Acredite, ela não consegue diferenciar. A atenção que você dá é mais importante do que o contexto em si.
Vou deixar algumas dicas que você pode colocar em prática no dia a dia e observar os resultados, lembrando que é preciso analisar todo o contexto, como em que situação a criança está emitindo tal comportamento e quem são as pessoas envolvidas. Vamos as dicas:
Analise o motivo das birras, o que ou quem está reforçando esse comportamento, qual benefício ele está tendo (atenção, se livrando de algo, ganhando algo etc);
Quando a criança emitir um comportamento adequado procure elogiar e dar atenção para ela, com o tempo ela perceberá que vale muito mais a pena agir de maneira adequada;
Nos momentos de birra observe o contexto e não dê atenção exagerada e ou o que a criança quer, mude o foco para outra coisa;
Quando a criança estiver tranquila, converse com ela e faça combinados, explique o que você espera dela, mas seja coerente, não adianta colocar regras que você mesmo não segue e não burle suas próprias regras;
A criança precisa de amor, carinho, atenção e respeito para se desenvolver de maneira saudável, porém isso não significa aceitar tudo, lembre-se que você está criando seu filho para a sociedade e quanto mais velho, mais difícil corrigir os comportamentos inadequados.
O Transtorno do Desenvolvimento Intelectual ou Deficiência Intelectual (DI), segundo o DSM-5 (Manual Diagnóstico dos Transtornos Mentais), é um transtorno com início no período do desenvolvimento que inclui déficits funcionais, tanto intelectuais quanto adaptativos, nos domínios conceitual, social e prático.
A deficiência intelectual já teve outras nomenclaturas no passado, como idiotia e retardo mental, o que explica o uso desses termos de maneira pejorativa por boa parte da sociedade.
As principais características dos indivíduos que possuem deficiência intelectual são:
Déficits intelectuais como raciocínio, solução de problemas, planejamento, pensamento abstrato, juízo, aprendizagem acadêmica e aprendizagem pela experiência confirmados tanto pela avaliação clínica quanto por testes de inteligência padronizados e individualizados;
Déficits em funções adaptativas que resultam em fracasso para atingir padrões de desenvolvimento e socioculturais em relação à independência pessoal e responsabilidade social. Sem apoio continuado, os déficits de adaptação limitam o funcionamento em uma ou mais atividades diárias, como comunicação, participação social e vida independente, e em múltiplos ambientes, como em casa, na escola, no local de trabalho e na comunidade;
Início dos déficits intelectuais e adaptativos durante o período de desenvolvimento (infância).
A deficiência intelectual pode ser classificada como: leve, moderada, grave ou profunda. Os níveis são definidos com base no funcionamento adaptativo do indivíduo e não pelo Quociente de Inteligência (QI), ou seja, o que vai definir o nível é o quanto esse indivíduo precisa de apoio na sua vida diária. É considerada a deficiência intelectual quando um indivíduo apresenta resultado nos testes padronizados com score de 75 ou menos.
A prevalência é maior no sexo masculino e as taxas variam conforme a renda. Em países de baixa e média renda onde as taxas são duas vezes maiores que em países de alta renda.
Os indivíduos com deficiência intelectual possuem dificuldade de aprendizagem e até entender e realizar atividades comuns para outras pessoas. É comum que essas pessoas se comportem de maneira inadequada para a faixa etária.
Como a deficiência intelectual não é uma doença, mas sim um transtorno e gera limitações, o tratamento para esses indivíduos é acompanhamento médico e estimulação através de trabalhos terapêuticos com psicólogos, fonoaudiólogas, neuropsicopedagogas, entre outros.
As limitações podem ser superadas por meio de intervenção e estimulação sistemática do desenvolvimento. Quanto antes o indivíduo iniciar o tratamento, melhor será o prognóstico, com adequações em situações pessoais, acadêmicas, profissionais e sociais, além de inclusão social.
A chance de uma criança desenvolver Deficiência Intelectual depende de diversos fatores relacionados à genética, acompanhamento da gestação, saúde da mãe durante a gravidez, uso de drogas e bebidas durante a gestação, ambiente familiar saudável na infância e adolescência, entre outros.
O parâmetro utilizado para medir se a criança possui ou não algum atraso no desenvolvimento é observando se ela atingiu os marcos do desenvolvimento esperado para sua faixa etária. Temos que ter muito cuidado ao ouvirmos frases como “cada criança tem seu tempo”. Sim, cada criança tem seu tempo, porém dentro de um limite. Estes marcos são, por exemplo, a idade máxima de sentar, andar e falar. Uma criança que não fala nada aos 2 anos de idade precisa ser avaliada, pois nessa idade espera-se que a criança tenha um repertório de pelo menos 50 palavras.
Geralmente os pais são os primeiros a notar que o filho não está no mesmo nível de crianças da sua faixa etária, mesmo considerando uma pequena variação no desenvolvimento. O profissional que vai avaliar a criança geralmente é o pediatra com base em diretrizes rigorosas. O atraso nunca deve ser negligenciado, pois pode gerar consequências irreparáveis. Se os pais percebem que o filho está demorando muito para se desenvolver em uma determinada área é importante conversar sobre isso com o médico que acompanha a criança.
O pediatra pode esclarecer várias dúvidas dos pais e até mesmo acompanhará em algumas ocasiões com breve intervalo para observar a normalidade ou não no atraso citado pela família, podendo se necessário encaminhar para um Neuropediatra, especialista em desenvolvimento, para garantir que o atraso não seja apenas uma condição temporária.
Os primeiros três anos da vida de uma criança são fundamentais, esse período é onde ela terá seus principais desenvolvimentos e o que acontece nessa fase irá acompanhar a criança por toda sua vida. Quanto mais cedo uma criança com atraso receber intervenção, melhor será o seu progresso.
O atraso no desenvolvimento pode ter várias causas, sendo as principais genéticas (como a Sindrome de Down), complicações na gestação e/ou no parto (como prematuridade, asfixia, infecções, uso de substâncias entre outros). Muitas vezes, no entanto, a causa é desconhecida sem uma investigação mais específica.
Existem algumas causas que podem ser revertidas se o diagnóstico foi feito precocemente. Em outros casos, o atraso no desenvolvimento pode ser o ponto de partida para o diagnóstico de algum transtorno do neurodesenvolvimento, como o Transtorno Específicos da Linguagem (TEL), Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) ou Transtorno do Espectro Autista (TEA), entre outros.
A decisão mais sensata se você percebe que seu filho possui algum atraso no desenvolvimento é levá-lo ao Pediatra ou Neuropediatra para uma avaliação. Siga o seu feeling, se você está vendo algo de errado com seu filho é melhor pecar pelo excesso do que pela falta, pois caso ele precise de intervenções terapêuticas, quanto antes ele iniciar o tratamento melhor será seu prognóstico futuro.
Muito se houve falar em TDAH hoje em dia, algumas vezes até de maneira leviana, pois o termo passou a ser usado pela população em geral como forma de se referir a pessoas que de alguma forma são esquecidas, desatentas ou agitadas. Também é mais comum que se fale em TDAH na infância, porém saiba que muitos adultos também sofrem com o problema, que sem diagnóstico e tratamento pode tornar a vida muito difícil.
O termo TDAH refere-se ao Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, um transtorno do neurodesenvolvimento, que se manifesta na infância e permanece para sempre com o paciente. Na vida adulta os sintomas costumam ser um pouco diferentes da infância, a desatenção costuma aparecer como uma desorganização, falta de planejamento nas atividades do dia a dia e dificuldade com a noção de tempo. Já a hiperatividade aparece como uma impulsividade ou desconforto com a quietude. Adultos com TDAH costumam sofrer mais acidentes automobilísticos, são impacientes e podem tomar más decisões frequentemente. Seus pensamentos costumam ser conflitantes.
Quando um portador de TDAH inicia uma atividade, começa a “zoeira mental”, seu cérebro capta tudo que está acontecendo no ambiente, cachorros latindo, caminhão passando, vizinho gritando com o filho, torneira pingando, um verdadeiro caos mental. Na região frontal de nosso cérebro encontram-se as funções executivas, só o nome já sugere funções muito importantes, elas são as responsáveis pelo nosso aprendizado. Entre elas estão a atenção, a memória, o planejamento e o controle inibitório. Aqui está uma das funções que não funcionam muito bem em pessoas portadoras de TDAH, o controle inibitório, que é responsável por controlar nossos impulsos e inibir os estímulos do ambiente para que consigamos focar na atividade que estamos realizando.
O grande problema não é a “falta de atenção”, mas o “excesso de atenção”, pois a pessoa com TDAH presta atenção em tudo, o que dificulta manter o foco. Um outro sintoma clássico do TDAH é a desmotivação em tarefas que exigem muito esforço mental, pois estudos mostram que o cérebro do portador de TDAH possuem alterações nos neurotransmissores (dopamina e noradrenalina) – que estabelecem conexões entre os neurônios e são responsáveis pelo prazer e aumento da motivação, ou seja, o organismo produz menos desses hormônios.
Infelizmente, adultos com TDAH, acabam sendo rotulados de desinteressados, irresponsáveis e incapazes. Como um desistente crônico! A questão é que eles acabam errando muitas vezes, o que faz com que parem e retomem várias vezes as mesmas atividades, sem concluí-las. Essas e muitas outras dificuldades acabam afetando a autoestima dessas pessoas, que passam a acreditar que são burras, incapazes, preguiçosas e desorganizadas. Por isso o diagnóstico é uma “libertação”, pois os comportamentos passam a ter uma explicação, uma vez que trazem um sofrimento real e dificultam a vida do portador de TDAH.
É importante que o portador entenda o problema e busque ajuda profissional. Por mais que não se fale em cura, hoje o tratamento é realizado com medicações e terapias, com o objetivo de amenizar os sintomas e dar mais qualidade de vida para esses pacientes. Uma pergunta clássica: É preciso tomar remédio para o resto da vida? Não necessariamente, por isso a importância do acompanhamento médico. Conforme a evolução do paciente o médico pode reduzir ou até retirar o medicamento. O mais importante é o bem-estar do paciente.
Sem ajuda a vida com TDAH pode ser bem complicada e solitária, por isso, se perceber os sintomas, não deixe de procurar um médico psiquiatra ou neurologista, pois não existe nada que justifique ficar sofrendo com algo que existe tratamento.
Durante os últimos anos tive muitos motivos para agradecer, primeiramente pela minha vida, por simplesmente acordar todos os dias e ter mais uma oportunidade de melhorar como ser humano, depois pela minha família, pelas pessoas que conheci na minha caminhada, pelos aprendizados, choros e risos, sim, choros também, todos os acontecimentos, bons ou ruins, trazem consigo um aprendizado, tudo depende do seu olhar, como você enxerga as coisas que te acontecem e como você reage a elas?
Tudo isso me faz refletir sobre como a gratidão pode mudar a nós mesmos e aqueles que estão à nossa volta. Sinto dentro de mim uma gratidão tão imensa, que me preenche e transborda, esse sentimento me torna mais feliz, mais conectada com as pessoas que convivem comigo e mais aberta a novas possibilidades.
Em uma de minhas experiências, participei de um projeto chamado Cedro, em uma escola que trabalhei, em uma das reuniões trabalhamos a gratidão e foi impressionante como uma dinâmica que possibilita a equipe refletir sobre os motivos que têm para agradecer vai gerando mais gratidão. A gratidão foi criando uma conexão e empatia maior, que é a base para uma equipe de alta performance.
A gratidão vem sendo estudada a muito tempo e pesquisas em neurociência descobriram uma ligação entre pensamentos positivos e a ativação de certos neurotransmissores (substâncias químicas liberadas de nossas células nervosas que informam outras partes do nosso corpo).
Isso significa que quando focamos nossa atenção nos motivos que temos para agradecer, ou seja, em coisas boas, isso força uma “mudança para o positivo”. Quando fazemos isso estimulamos mais neurotransmissores em nosso cérebro, no caso, dopamina e sorotonina, conhecidos como “hormônios da felicidade”.
Quando focamos nosso pensamento no bem, nos sentimos bem, e isso reflete em nossas ações. Pessoas gratas sentem mais emoções positivas e demonstram mais energia e vitalidade e as pessoas que recebem esse sentimento de gratidão se sentem reconhecidas e incentivadas a fazer o que quer que seja, ainda melhor.
Se você parar para analisar os melhores líderes que você conheceu, provavelmente reconhecerá neles essa qualidade, saber agradecer na hora certa. Esse é mais um motivo que tenho para agradecer, os líderes excelentes que eu tive, aprendi muito com eles, são pessoas extraordinárias e que demonstravam sentimento de gratidão, foram tão marcantes que é impossível esquecê-los.
Gratidão gera gratidão, ou seja, vai criando relações ganha-ganha. Podemos usufruir dessa fonte inesgotável de gratidão e criar relações mais fortes e profundas com todos a nossa volta.
Use e abuse do poder da gratidão e agradeça pela vida, pelas pessoas que convivem com você, por cada simples detalhe e com certeza você será mais feliz, fará amizades e parcerias mais profundas e terá cada vez mais sucesso.
Em minha jornada tenho conhecido muitas pessoas inspiradoras, que me inspiraram e me inspiram até hoje. Observando o comportamento dessas pessoas é fácil identificar duas qualidades fundamentais para alcançar quaisquer que sejam seus objetivos, são elas o compromisso e a constância.
Diversas vezes falei sobre uma dessas qualidades, a constância de propósito, mas o compromisso também é outra qualidade muito importante. Quando você tem compromisso com você mesmo e com o que se propõe a fazer, você vai levantar da cama e fazer o que precisa ser feito, com ou sem motivação.
A motivação não é algo constante, não acordamos motivados todos os dias, por isso o compromisso e a constância são tão importantes. Precisamos ter objetivos claros, saber exatamente onde queremos chegar, para traçarmos nossas pequenas metas diárias e nos comprometermos com elas.
Pessoas comprometidas são focadas, elas sabem o que precisa ser feito, elas inspiram pessoas e são exemplos de perseverança.
Podemos traduzir compromisso em “querer com constâncias” e não apenas um interesse em alguma coisa. David McNally, Professor de História e Negócios da Universidade de Houston, diz que “compromisso é a disposição de fazer o necessário para conseguir o que você deseja”. Ele também cita um outro autor, Kanneth Blanchard, que diz que “Há uma diferença entre interesse e compromisso. Quando você está interessado em fazer alguma coisa, você só faz quando for conveniente. Quando está comprometido com alguma coisa, você não aceita desculpas, só resultados”.
Eu sei muito bem o que é isso, pois sinto na pele o que é sacrificar temporariamente o que for necessário para estudar e chegar aonde eu desejo. O compromisso também pode ser entendido como perseverança e força de vontade. Grandes nomes passaram por várias derrotas até chegarem onde queriam. Um exemplo é Thomaz Edison, diz-se que só conseguiu transformar em realidade sua visão mental da lâmpada elétrica na tentativa de número 10.000. A cada fracasso ele se animava a continuar tentando dizendo que havia descoberto mais uma forma de não inventar a lâmpada elétrica.
Podemos também discernir compromisso de comprometimento, que seria um grau ainda maior de interesse. Desde sempre tenho muito comprometimento com os meus horários e compromissos, quando combino algo fico com aquilo na cabeça, realmente me comprometo e fico agoniada quando vejo o prazo apertar ou quando acontece algo que me tira do planejamento. Podemos chamar isso de comprometimento e disciplina, pois para cumprir com todos os compromissos e cumprir os prazos é essencial criar um método de controle, uma agenda, algo que te ajude a lembrar de todos os seus compromissos. É preciso estabelecer dia e horário para tudo, pois quando você se organiza fica mais fácil e evita o caos.
Assuma a responsabilidade pela sua vida, pelos seus objetivos, por seu destino, tenha iniciativa, persistência e paciência. Se comprometa com você mesmo e aposte na constância, faça um pouco por dia, continue semeando, pois quando você menos esperar seu esforço será recompensado, todas as sementes começarão a germinar.