Como contribuir com a leitura e escrita de crianças autistas

Foto por Lina Kivaka em Pexels.com

O processo de aprendizado da leitura e escrita pode ser bem difícil para as crianças, porém essencial para que estejamos inseridos na sociedade. Esse aprendizado nos dá autonomia, independência e até autoestima.

Em relação às crianças que se encontram dentro do Espectro do Autismo as dificuldades se tornam bem maiores, uma vez que elas enfrentam desafios específicos em relação ao processo de aprendizagem. Seus cérebros processam as informações de maneira diferente se comparados a criança neurotípicas. Quanto antes as crianças forem diagnósticas e iniciarem as intervenções, melhores serão os resultados de sua aprendizagem.

A escrita é um desafio para muitos estudantes autistas porque envolve coordenação, força muscular, planejamento motor, habilidades de linguagem, organização e questões sensoriais.  É comum encontrar autistas que conseguem segurar o lápis ou caneta, com letras ilegíveis e que apresentam grande dificuldade para iniciar o processo de escrita.

Devido a dificuldade de focar em algo por muito tempo, algumas crianças com TEA apresentam dificuldade no aprendizado da leitura. Também apresentam dificuldade em assimilar e memorizar sequências, como longas frases, números ou instruções em várias etapas. Tudo isso junto se torna um desafio para a compreensão de textos.

Quando se trata de ensinar crianças com autismo, a abordagem tradicional pode não funcionar – muitas delas são mais visuais, algumas dependem de sons para aprender, enquanto outras requerem técnicas de aprendizagem multissensoriais.

Para ajudar uma criança autista a ler, primeiramente, é fundamental promover o interesse na leitura. Cabe aos pais e cuidadores, incentivarem desde cedo as crianças a se interessar por livros e leitura. Ler para as crianças é essencial e ao terminar pergunte se ela gostou e entendeu do que se trata a história.

Estrutura e paciência são virtudes muito importantes para quem deseja apoiar o desenvolvimento de habilidades das pessoas com TEA, mas o mais importante nesse processo é ter o reconhecimento de o quanto ela evoluiu. Veja, a seguir, algumas dicas.

– Foque no interesse da criança: focar na área de maior interesse da criança autista e invista em livros temáticos como brinquedos, animais, super-heróis, entre outros.

– Proporcione um bom ambiente de estudo: essa dica vale para qualquer criança, porém algumas crianças com TEA podem ser mais sensíveis aos lugares, sons, luz e até imagens, o que torna essa recomendação muito relevante. O local precisa ser preparado e adequado para estudar, sem distrações, onde possam se sentir relaxadas e confortáveis.

– Um passo de cada vez: uma orientação muito importante é que quando falamos com crianças autista devemos ser diretos e usar frases curtas. O aprendizado deve ser realizado em várias etapas simples.

– Estar presente e acompanhar o desempenho escolar: os pais precisam ficar de olho na metodologia utilizada pela instituição de ensino e professores, se a criança está integrada com os alunos e se suas limitações e dificuldades estão sendo atendidas. Participe das reuniões e converse com os responsáveis pela educação da criança com TEA. O aprendizado das crianças com TEA depende de profissionais capacitados e que podem ser de diferentes áreas como psicopedagogos, fonoaudiólogos, neuropediatras, professores, entre outros.

– Conhecer as técnicas: é importante saber quais são os métodos utilizados pelas instituições de ensino no processo de aprendizagem. A metodologia fônica, por exemplo, é um método que se mostra bastante eficaz. Consiste em focar no som das letras e não apenas no nome. Essa técnica costuma funcionar porque a criança passa a assimilar o som de maneira mais eficiente.

Autismo: quais são as leis e direitos da pessoa autista?

Foto por Sora Shimazaki em Pexels.com

Uma das dificuldades que os autistas enfrentam é o fato de não ser possível identificar o transtorno visualmente, o que acaba gerando obstáculos no acesso a atendimentos prioritários e a outros direitos, como por exemplo, estacionar em uma vaga para pessoas com deficiência. Em 2020, o apresentar Marcos Mion, que possui um filho dentro do Espectro do Autismo, lutou pela confecção de uma Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA). A Lei 13.977 foi sancionada em 08 de janeiro de 2020 e recebeu o nome de Lei Romeu Mion. Esse documento é emitido gratuitamente por órgãos estaduais e municipais.

É importante ressaltar que os indivíduos com TEA têm os mesmo direitos garantidos a todos os cidadãos do país pela Constituição Federal de 1988 e outras Leis nacionais. Sendo assim, as crianças e adolescentes com TEA possuem todos os direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) e os maiores de 60 anos estão protegidos pelo Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003).

Lei Berenice Piana (12.764/12) criou a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, que determina o direito dos autistas a um diagnóstico precoce, tratamento, terapias e medicamento pelo Sistema Único de Saúde; o acesso à educação e à proteção social; ao trabalho e a serviços que propiciem a igualdade de oportunidades. Esta lei também estipula que a pessoa com transtorno do espectro autista é considerada pessoa com deficiência, para todos os efeitos legais.

Isto é importante porque permitiu abrigar as pessoas com TEA nas leis específicas de pessoas com deficiência, como o Estatuto da Pessoa com Deficiência (13.146/15), bem como nas normas internacionais assinadas pelo Brasil, como a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (6.949/2000).

Também vale destacar algumas legislações que regulam questões mais específicas do cotidiano:

Lei 13.370/2016: Reduz a jornada de trabalho de servidores públicos com filhos autistas. A autorização tira a necessidade de compensação ou redução de vencimentos para os funcionários públicos federais que são pais de pessoas com TEA.

Lei 8.899/94: Garante a gratuidade no transporte interestadual à pessoa autista que comprove renda de até dois salários mínimos. A solicitação é feita através do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).

Lei 8.742/93: A Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), que oferece o Benefício da Prestação Continuada (BPC). Para ter direito a um salário mínimo por mês, o TEA deve ser permanente e a renda mensal per capita da família deve ser inferior a ¼ (um quarto) do salário mínimo. Para requerer o BPC, é necessário fazer a inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e o agendamento da perícia no site do INSS.

Lei 7.611/2011: Dispõe sobre a educação especial e o atendimento educacional especializado.

Lei 7.853/ 1989: Estipula o apoio às pessoas portadoras de deficiência, sua integração social, institui a tutela jurisdicional de interesses coletivos ou difusos dessas pessoas, disciplina a atuação do Ministério Público e define crimes.

Lei 10.098/2000: Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida.

Lei 10.048/2000: Dá prioridade de atendimento às pessoas com deficiência e outros casos.

A educação em um cenário de mundo VUCA/BANI

Foto por Ali Pazani em Pexels.com

Estamos vivendo em um mundo onde as mudanças são constantes, o futuro é imprevisível, as opções de escolha aumentam consideravelmente e a maneira como pensamos sobre essas escolhas também mudou drasticamente. Vivemos em um mundo interconectado, sendo assim os gestores e líderes precisam tomar decisões mais rapidamente, processando grandes quantidades de informações. E como fica a educação neste contexto caótico?

Em 1990, foi idealizado e moldado, o termo VUCA, por Army War College, dos Estados Unidos, para descrever o cenário do mundo pós-Guerra Fria. VUCA é acrônimo das palavras em inglês: Volatility, Uncertainty, Complexity e Ambiguity, ou seja, em português Volatilidade, Incerteza, Complexidade e Ambiguidade.

Já o conceito de mundo BANI foi criado no ano de 2018, pelo futurista e antropólogo norte-americano Jamais Cascio, como uma forma de esboçar um enquadramento para o mundo que, segundo ele, foi além de ser apenas complexo e tornou-se totalmente caótico. BANI é acrônimo das palavras em inglês: Brittle, Anxious, Nonlinear and Incomprehensible, ou seja, em português Frágil, Ansioso, Não-linear e Incompreensível.

Frágil porque existem sistemas que exibem todas as evidências de força e solidez, mas se desfazem com um certo nível de pressão, mas ele pode ir de utilizável a completamente quebrado. Exemplo: democracia e governanças democráticas, monoculturas agrícolas, entre outros.

Ansioso (ou indutor de ansiedade) refere-se à experiência das pessoas mais jovens nos últimos anos, uma vez que passaram a não ter controle sobre as mudanças que afetam diretamente suas vidas. Exemplo: perturbações climáticas.

O não-linear refere-se ao caos, descreve processos em que há extrema desproporcionalidade entre causas e efeitos. Exemplo: as pandemias.

Já a incompreensibilidade descreve um mundo no qual as consequências da interação de ações e escolhas são funcionalmente impossíveis de entender. Tudo acontece tão rápido que cada vez mais temos a sensação que entendemos menos, com isso tentamos buscar respostas para tudo e nos baseamos em dados e inúmeras informações que encontramos por todos os lados. Nossos conceitos e ideias mudam o tempo todo. Não conseguimos acompanhar as mudanças sociais, quem dirá tecnológicas.

Aqui esbarramos em um problema, muitas empresas são VUCA, porém o novo ser humano é BANI.

No cenário educacional é necessário que os educadores entendam o seu papel nesse novo mundo, onde tudo de comunica, todos transmitem conhecimento, tudo informa. É preciso planejar e administrar a educação no século XXI. Um dos pontos é ter múltiplas perspectivas. Há uma necessidade real de desenvolver pensadores críticos quanto a documentação, não apenas aceitar que algo é verdadeiro porque parece verdadeiro e se encaixa em sua visão de mundo.

Em relação as abordagens de ensino, Cascio supõe que o elemento mais importante é a transdisciplinaridade, ou seja, estar exposto às conexões entre diferentes domínios do conhecimento, ter mais intersecções entre esses diferentes domínios.

O antropólogo também cita a importância os professores pensarem o ceticismo, pois vivemos em uma era de muita manipulação digital, sendo assim é importante saber ser cético de uma forma útil, não no sentido de negar tudo. Isso significa aprender a pesquisar as fontes de informação.

Refletir sobre essas questões é de grande relevância para que a educação efetivamente contribua com o desenvolvimento integral do sujeito, ajudando a desenvolver as habilidades e conhecimentos que precisará para sobreviver neste novo mundo de constantes mudanças. Este é o mundo em que nossos filhos estão crescendo!

As crianças invisíveis: consequências de uma alfabetização malfeita

Foto por Pixabay em Pexels.com

A capacidade para ler e compreender textos é fundamental, tanto em nossa vida diária como no contexto educativo. Ao passo que as crianças avançam na decodificação dos símbolos da escrita, sua fluência tende a aumentar e consequentemente sua compreensão também. A preocupação maior está nas crianças e jovens que apresentam dificuldades de aprendizagem, pois estudos apontam que essas crianças vão piorando seu desempenho escolar conforme os anos avançam. Isso acontece pois os textos vão ficando cada vez mais complexos e essas crianças não conseguem acompanhar, gerando um atraso em relação aos seus pares escolares.

Uma das habilidades para aquisição da fluência e compreensão leitora é a decodificação, pois ela influencia diretamente na velocidade e tempo total de leitura. Sabendo disso, é importante investir na habilidade de decodificar desde a pré-escola, para evitar os problemas de fluência na leitura que por consequência irão gerar problemas na compreensão dos textos lidos. Conforme os anos escolares avançam maior é a importância de uma leitura eficiente, pois todas as outras matérias dependem essencialmente dela.

Portanto percebemos aqui o quanto uma alfabetização tardia ou malfeita pode causar consequências graves no desenvolvimento do indivíduo, uma vez que seu desempenho acadêmico depende totalmente de uma linguagem oral e escrita eficiente. Você sabia que 80% de casos encaminhados como distúrbios na realidade são consequência de alfabetização malfeita?

Existem muitas crianças espalhadas pelas escolas brasileiras que são praticamente invisíveis aos olhos da sociedade, elas são vítimas de um descaso com a alfabetização, além dos problemas sociais que já enfrentam no dia a dia. São crianças que sofrem emocionalmente, psicologicamente e socialmente. Elas são rotuladas muitas vezes como desinteressadas, quando na verdade apresentam dificuldade de aprendizagem. Por não conseguirem acompanhar a turma escolar acabam perdendo o foco o que gera um comportamento inadequado, uma vez que o conteúdo abordado não tem sentido para elas, não existe compreensão efetiva do que está sendo ensinado. Essas crianças além de terem sua autoestima prejudicada, ainda precisam suportar o julgamento dos seus pares, professores e até famílias. É um problema complexo, que requer um aprofundamento no assunto, mas que é recorrente e comum dentro das escolas públicas do País.

E como resolver essas questões? Bom, podemos começar ouvindo o que a ciência tem a dizer, pois ela não deixa dúvida de que o método que prioriza a relação dos sons com as letras (fônico) é fundamental. Mas o método é só parte desse assunto. Temos aqui uma reflexão social e cultural que precisa ser debatida, além de políticas públicas que tirem essas crianças da invisibilidade, focando em realmente ajuda-las, eliminando o julgamento e pré-conceito, dando apoio profissional quando necessário e principalmente instrumentalizando e preparando os professores.

O que é uma gestão humanizada?

Foto por Kampus Production em Pexels.com

Muito se fala em processos humanizados, gestão humanizada, mas o que exatamente significa isso? Primeiro é preciso ter clareza de que não é porque as empresas possuem “humanos” que ela é humanizada. O conceito de gestão humanizada dos processos é uma tendência forte nas organizações, uma vez que a dificuldade de encontrar mão-de-obra qualificada e reter bons profissionais aumenta dia após dia, tornando-se um grande desafio.

Alguns anos atrás era mais importante sobreviver do que ter satisfação no trabalho, uma vez que muitas pessoas viviam em situação de extrema pobreza até a chegada a era industrial. Foi após a revolução industrial que as coisas começaram a mudar, quando as pessoas começaram a desejar bens de consumo produzidos em massa, uma vez que não precisavam mais se preocupar com as questões alimentares.

Com o enriquecimento geral da sociedade, novas configurações de trabalho começaram a surgir. Imagine que as pessoas chegavam a cumprir uma carga horária de até 16 horas, nem dá para imaginar, não é mesmo? Com isso o trabalho infantil começou a ser extinto e os pais de família começaram a ter condições de sustentar a família sozinhos.

A gestão rígida em formato de pirâmide foi perdendo força e surgiram modelos mais participativos, onde os funcionários foram ganhando voz. Resumidamente, foi assim que se iniciou a visão de uma gestão humanizada dos processos de trabalho.

Chegou-se a conclusão que uma empresa que possui funcionários satisfeitos, deixa de perder dinheiro com a rotatividade e passa a contar com uma força produtiva mais engajada e consequentemente mais lucrativa.

A gestão humanizada dos processos possui alguns pilares:

  • Observação das necessidades dos envolvidos no processo;
  • Comunicação eficiente entre líderes e liderados;
  • Criação de laços e proximidade entre os trabalhadores envolvidos;
  • Adequação do processo às necessidades observadas, sempre que possível.

A implantação de uma gestão humanizada em grandes empresas é mais complexa, inclusive exigindo a contratação de uma consultoria especializada. Porém em empresas de pequeno e médio porte é um pouco mais simples, bastando uma revisão nos processos, medição da satisfação das pessoas envolvidas, assim como a performance de cada integrante da equipe.

Em suma, essa é uma visão atual e que ganha força, inclusive com vários estudos científicos no mundo inteiro comprovando a sua eficácia, sendo assim, as empresas que não se adequarem, terão grande dificuldade de sobreviver em um mercado cada vez mais competitivo.

Se você se interessou pelo tema eu sugiro um estudo mais aprofundado, leia livros e artigos científicos sobre o assunto.

A importância de desenvolver uma boa relação interpessoal

Neste artigo vamos falar um pouco sobre desenvolvimento pessoal e profissional e o quanto seu sucesso depende também da sua boa relação interpessoal.

Primeira vamos definir o que é a tal relação interpessoal tão falada dentro do meio profissional. O relacionamento interpessoal diz respeito a uma relação social, ou seja, um conjunto de regras comportamentais que orientam as interações entre os membros de uma sociedade. O relacionamento interpessoal é de extrema importância dentro das organizações, pois contribui para um bom ambiente na empresa, o que pode resultar no aumento da produtividade.

 Uma pessoa com um bom relacionamento interpessoal conhece a si mesma, conseguem se colocar no lugar dos outros e apresenta empatia. Outro ponto é a assertividade, pois consegue expressar suas opiniões de forma clara e direta sem ofender o outro e costuma ser cordial e ética.

Em um mundo contemporâneo, onde as pessoas buscam um lugar ao sol e a concorrência é enorme, aprender a relacionar-se é fundamental para que boas oportunidades surjam. Afinal, não podemos esquecer, ninguém faz nada sozinho, precisamos uns dos outros.

Recentemente, a ManpowerGroup, divulgou um estudo sobre a escassez de talentos no Brasil e no mundo. Em 2022, o índice de escassez global de talentos atingiu 75%, o maior nível em 16 anos. No Brasil superou a média global atingindo 81%.

Na era digital nossa vida se tornou mais tecnológica em vários aspectos. As competências humanas, porém, ganham destaque no mundo corporativo, veja as principais apontadas por empregadores no Brasil:

  1. Raciocínio e resolução de problemas;
  2. Resiliência e adaptabilidade;
  3. Iniciativa;
  4. Confiabilidade e autodisciplina;
  5. Espírito colaborativo e trabalho em equipe.

Como você pode observar, as relações interpessoais entram no quinto item da lista, não tem como escapar. Aprender a relacionar-se bem com as pessoas é fundamental para se desenvolver pessoal e profissionalmente. Quem te contrata é uma pessoa, seu líder é uma pessoa, quando você fica doente quem cuida de você é uma pessoa, ou seja, não tem como se livrar, nossa espécie só sobreviveu até hoje por sermos seres sociais.

Observe as pessoas bem sucedidas, elas são muito bem relacionadas, mas não é só isso, pois para ocupar determinadas posições elas também desenvolveram um bom relacionamento interpessoal por onde passaram, caso contrário não teriam alcançado a posição que tanto almejaram. Essas pessoas são assertivas na comunicação, sim, isso mesmo, COMUNICAÇÃO!

Não existe um bom relacionamento interpessoal sem uma comunicação eficiente. As pessoas entendem o que você comunica? Você é claro e objetivo? Você respeita a opinião das outras pessoas? É um bom ouvinte? Uma coisa é o que você diz, outra o que o outro entende. Desenvolva sua comunicação, busque conhecimento e treine a habilidade de “ouvir”, pois só conseguimos melhorar a comunicação aprendendo primeiro a ouvir o outro, inclusive o que não está sendo dito.

Espero que esse tema tenha feito você refletir e buscar mais por autoconhecimento e desenvolvimento pessoal, eu garanto que vale a pena investir nesta competência, pois ela é uma das mais importantes para que sua vida dê uma guinada para melhor.

Criança mimada é falta de educação sim!

Você tendo filhos ou não deve perceber que estamos criando uma geração de “crianças sem limites”, os professores que o digam. Essas crianças são o que chamamos de “mimadas” pois apresentam baixa tolerância a frustração. Quantas vezes presenciamos crianças se jogando no chão e gritando porque não receberam o que queriam na hora, criança gritando e até batendo nos pais pelo mesmo motivo anterior, e mais, jogando a comida no chão porque não é o que querem comer. Como podemos chamar esse comportamento?

Sim! Esses comportamentos são de crianças mimadas e indicam, SIM, falta de educação. Existem vários motivos que poderiam justificar essa mudança nos últimos tempos no comportamento de muitas crianças, inclusive mudanças sociais e econômicas. A ausência dos pais e a terceirização da educação dos filhos é o que mais impacta no desenvolvimento de crianças sem muitos limites.

O que pode ser a salvação para essa geração de crianças mimadas é justamente o “limite”. Infelizmente, pais ausentes, para lidar com a culpa, acabam sendo permissivos e têm dificuldade em dizer “não”. Esse comportamento acaba se tornando um ciclo vicioso. E o pior, não se engane, a criança percebe o sentimento de culpa dos pais e usa isso a seu favor, testando limites e também a paciência dos adultos.

Quando dizemos que uma criança mimada tem “baixa tolerância a frustração” significa que ela não consegue ouvir um “não” e com isso não consegue se comportar bem socialmente. O problema é que esse “não consegue” passa pela questão dos pais, pois a criança já percebeu que os pais não irão repreendê-la em um local público, colocando a família constantemente em situações constrangedoras.

O que os pais precisam entender é que estão criando os filhos para o mundo e se não educa-los, infelizmente, terão que lidar futuramente com adultos infantilizados, que aliás, já têm aos montes por aí. São adultos que não conseguem ter controle sobre a própria vida, são dependentes dos pais, não respeitam lideranças, nunca estão satisfeitos e acham que o mundo gira em torno do umbigo deles, além de muitos não pararem em emprego porque na primeira frustração já desistem, pois não conseguem resolver conflitos.

Como resolver isso? Sendo firme. Afinal, quem é o adulto da relação? Quem sabe o que é bom para o filho? A solução é deixar a culpa de lado e “educar” a criança, aprender a dizer “não” e sem uso de violência. A responsabilidade pela educação da criança é dos pais e não da escola ou de especialistas. Algumas dicas para acabar com esse ciclo vicioso e para preparar seu filho para a vida adulta é:

  • Tenha controle da situação, não seja manipulado pela criança;
  • Seja firme, aprenda a dizer “não” e explique o porquê;
  • Não sofra, pois dar limites é positivo para o desenvolvimento da criança;
  • Fuja do consumismo dando presentes só em datas especiais, pois seu tempo de qualidade com a criança é muito mais importante;
  • Dê tarefas para a criança de acordo com a idade e maturidade dela;
  • Faça combinados e estipule regras, mas claro, faça com que sejam “cumpridas”, nada de “burlar” as próprias regras.

Ler não é a mesma coisa que estudar

Vamos partir do princípio de que ler é uma ação passiva e estudar é uma ação ativa. Aprendizado ativo é quando você se envolve mais com o assunto.

Eu, por exemplo, tenho o hábito de leitura, eu inseri esse hábito e hoje consigo ler praticamente todos os dias, ando com meu Kindle na bolsa e qualquer oportunidade que tenho dou uma pausa para leitura. Veja, tenho um tempo de leitura e não de estudo. O tempo de estudo é diferente!

O aprendizado exige uma série de habilidades e comportamentos. Quando lemos temos uma atitude passiva, ou seja, esse conteúdo poderá ser facilmente esquecido. É o famoso “entrar por um ouvido e sair pelo outro” que você certamente conhece muito bem.

Quando falamos em estudo estamos falando de algo mais complexo, ele é um processo ativo, onde o aprendizado não fica apenas na cabeça, ele é processado, anotado, assistido, ensaiado, permitindo ao cérebro criar conexões neurais e consolide o conhecimento. Não existe estudo sem envolvimento.

Estudar ativamente exige várias ações como grifar o texto, escrever resumos, elaborar mapas mentais sobre o assunto, assistir vídeos, ler em voz alta. Ou seja, exige o uso de diversas técnicas de estudo que focam no aprendizado ativo e significativo.

Alguns de nós tem uma memória visual mais eficiente, outros uma memória auditiva, de qualquer forma é importante estudar ativamente facilita muito o aprendizado e a memorização do conteúdo. Algumas pessoas gostam de utilizar canetas coloridas, criar cartazes e deixar exposto em lugar visível, o que também funciona. O importante é buscar recursos e técnicas para aprender mais e melhor.

Você acredita que isso serve apenas para quem está em período escolar, cursos ou faculdades? Engano seu. Se você criar o hábito de anotar diariamente, no fim do dia, tudo que aprendeu, permitirá ao seu cérebro novas conexões e fundamentar o aprendizado. Para aprender com mais eficácia comece a colocar suas mãos para trabalhar!

A importância do aprendizado contínuo

Definitivamente o mundo não é dos preguiçosos! Se você quer ter sucesso em sua vida profissional e pessoal, esteja aberto a novos conhecimentos. Aqui vale seguir o conselho de Sócrates ao reconhecer nossa ignorância e que temos muito para aprender, certamente você cansou de ouvir a frase desse grande filósofo: “Só sei que nada sei.”

O aprendizado contínuo não precisa e não deve ser algo negativo, na verdade pode ser muito prazeroso, elevando nossas competências sem sofrimento. Hoje em dia somos bombardeados de informações e muitas vezes somos até cobrados para sermos competentes. Mas calma, basta um pouco de planejamento e constância que conseguiremos atingir nosso objetivo sem que isso se torne uma tortura.

Quando temos uma atitude voltada ao aprendizado contínuo inevitavelmente teremos consequências positivas em nosso desenvolvimento. É uma forma proativa de aprimorar nossas habilidades.

Não importa a sua idade ou a qual geração você pertence, manter seu cérebro ativo é uma decisão inteligente, pois quanto mais nos desenvolvemos, mais chances temos de prosperarmos profissionalmente. As empresas buscam por profissionais que não se acomodam em sua zona de conforto e que sejam curiosos e capazes de aprender quando estão diante de novos desafios.

Ao praticar essa atitude positiva em relação a aprendizagem nos deparamos com vários benefícios:

  • Absorção e desenvolvimento de novas habilidades;
  • Incentivo a criatividade;
  • Nos mantemos atualizados;
  • Surgimento de novas oportunidades;
  • Melhora na autoestima.

Para iniciarmos esse processo de mudança e incorporarmos em nossa vida podemos seguir algumas dicas:

  • Buscar por autoconhecimento;
  • Investirmos em qualificação;
  • Nos atentarmos às novidades que estão surgindo.

Hoje temos a facilidade da internet que nos auxilia bastante quando o assunto é busca por conhecimento, porém precisamos ser assertivos e saber onde buscar as informações que procuramos, pois nem tudo que está na internet é verdade. Aprenda a filtrar o que vale a pena e boa sorte em sua busca pelo aprendizado contínuo.

Para concluir, uma frase de Alberto Einstein: “Lembre-se que as pessoas podem tirar tudo de você, menos o seu conhecimento”.

Os impactos da vulnerabilidade social na aprendizagem

A questão da vulnerabilidade social ainda é pouco discutida dentro da Pedagogia. Passamos anos na universidade aprendendo sobre a história, a filosofia e a psicologia da educação, aprendemos muito sobre a didática e as metodologias de ensino, além muitas outras temáticas importantes para a construção do conhecimento. Porém, quando o assunto é vulnerabilidade social, assunto tão evidente em nosso País, existe pouca discussão sobre o assunto. É como se todos nós estivéssemos acostumados com o problema, dá a impressão que não nos incomoda mais! Triste não é mesmo?

Ao adentrar nas escolas públicas de todo o País nos deparamos com a realidade, boa parte das crianças com dificuldade de aprendizagem vivem em situação de vulnerabilidade social. Por que isso acontece? Porque a aprendizagem envolve o desenvolvimento de diversas capacidades, potencialidades, tanto físicas, quanto mentais e afetivas, ela não é apenas um ato de memorização ou que depende apenas de um conjunto de funções mentais, ou até mesmo de elementos físicos e emocionais, na verdade, todos esses processos são importantes. Não existe aprendizagem significativa sem todos esses elementos.

Como o assunto é pouco discutido, infelizmente, o corpo docente não sabe lidar com essa questão e que lamentavelmente, em muitos casos, o conceito dos professores é de que esses alunos são desinteressados, e pior ainda, que não têm capacidade de aprender. Sendo assim, mesmo que não percebam, tipificam os alunos pela classe social a qual pertencem.

A aprendizagem deve levar em conta a realidade do aluno, sendo o professor a peça fundamental neste processo, desenvolvendo um olhar sensível para estimular os alunos e trazer reflexões sobre a realidade     e a possibilidade de mudança.

Estamos vivendo um momento importante de mudança em nossa sociedade, onde a inclusão social é um dos temas mais relevantes atualmente. Temos trabalhado como sociedade para um mundo melhor, onde todos os indivíduos sejam valorizados e tenham acesso a educação de qualidade. Sendo assim não podemos esquecer de olhar para essa problemática enfrentada todos os dias em sala de aula. É hora de refletirmos juntos sobre o assunto e buscarmos soluções para amenizar a dor dessas crianças e adolescentes que acabam tendo experiências negativas na escola e criança barreiras em sua aprendizagem, dificultando assim seu pleno desenvolvimento.

Se queremos um País melhor precisamos olhar com mais carinho para a educação. A educação tem o poder de transformar realidades. Acredito que é através dela que veremos verdadeiras mudanças em nossa sociedade.

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora