Como está o seu planejamento para 2022?

E mais um ano chegou, são 365 novas possibilidades. Depois de passarmos por dois anos atípicos, cheios de desafios, onde nossos planejamentos foram por água abaixo tivemos que aprender a nos reinventarmos, 2022 parece ser um ano em que as coisas começaram a se acalmar, apesar das consequências deixadas pela pandemia.

O planejamento é fundamental para que se consiga atingir objetivos e realizar sonhos, seja na vida pessoal, profissional ou financeira. Mas para que o seu planejamento seja assertivo, também é importante refletir sobre o seu propósito de vida. Por que você deseja atingir um determinado objetivo? Ele está alinhado com seu propósito? Por que você faz o que faz? O que você ganhará se atingir esse objetivo? E o que você perderá? O seu objetivo refletirá em outras pessoas negativamente? O que você pode fazer para diminuir o impacto?

São perguntas como essas que o ajudarão a traçar objetivos claros e fazer um planejamento coerente e mais assertivo.

Se você está se perguntando, mas por que eu preciso planejar meu ano? A resposta é que quanto mais disciplinado você for, quanto mais colocar no papel os seus sonhos e não apenas isso, quanto mais você seguir o planejamento, melhores serão seus resultados e mais rápido conseguirá chegar aonde deseja. Quando você não sabe para onde quer ir qualquer lugar serve.

Outro ponto importante de atenção no dia a dia é a perda de foco. Nossa vida é dinâmica, ou seja, durante o percurso aparecerão situações inesperadas, mas será importante a disciplina e o foco para voltar ao ponto de onde parou, não deixando coisas inacabadas no meio do caminho.

O planejamento servirá de bússula, ele guiará você até o ponto de chegada. No seu planejamento você deverá estipular metas mensuráveis, ou seja, que você consiga medir os resultados, lembrando que o conjunto de várias metas menores fará com que você alcance a meta maior. Se você focar apenas na meta de médio e longo prazo acabará desanimando.

Você sabia que aprender a planejar e cumprir seu planejamento ou ir adequando conforme a realidade é uma das receitas do sucesso.

Grandes líderes e pessoas de sucesso são mestres em planejar, possuem olhos de águia, enxergam longe, são disciplinados, analíticos, resilientes e assertivos, sabem onde querem chegar.

Se você é do tipo de perde muito tempo com coisas inúteis, que não acrescentam nada e não te levam a lugar nenhum, pare agora! Valorize o seu tempo, planeje seu dia a dia, mês e ano. Acredite, tudo que você deseja conquistar está na atitude que você não toma. Às vezes é preciso dar um basta e eliminar péssimos hábitos.

Nós seres humanos temos a incrível capacidade de aprender por toda a vida. E isso é maravilhoso!

Espero que esse ano seja de realizações e muitos aprendizados para vocês leitores. Agradeço pelo tempo que você dedicou a esse artigo e espero ter lhe ajudado a refletir e se organizar para ter um ano excepcional!

2022: Ano Novo e Educação Nova

Eu sonho com uma nova educação, e você?

Vivemos em uma sociedade complexa, temos pela frente grandes desafios, principalmente em relação a educação que queremos para as nossas crianças e vale nos perguntarmos que tipo de adultos queremos formar para a sociedade, qual será nosso legado?

Muitos problemas sociais que vivenciamos hoje poderiam ter sido evitados com uma educação que visasse o respeito a vida e as diferenças, o amor ao próximo, a valorização da mulher e a igualdade. É preciso repensar a escola enquanto seu papel social e as famílias enquanto potenciadoras do aprendizado.

É muito triste assistir em pleno século XXI violências que são esfregadas na nossa cara todos os dias, basta ligar a TV ou nem isso, apenas ouvir as histórias na vizinhança, principalmente as cometidas contra as mulheres, crianças, homossexuais e muitos outros. Temos uma longa jornada pela frente. E quando pensamos nessa jornada é importante refletir sobre o papel da educação nisso tudo. Como nossos meninos serão educados? E nossas meninas?

Gostaria de levantar essa questão no início do ano de 2022, quando estamos saindo de uma pandemia e a maioria de nós sentiu na pele a dor da perda, seja rico ou seja pobre, todos estamos no mesmo barco, percebemos o quanto a vida humana é frágil e mais importante que qualquer bem material. É um momento propício para falarmos sobre uma nova perspectiva, um novo olhar, novos sonhos, novos começos, novas esperanças e por que não uma nova educação.

Como família nós temos a responsabilidade de formar cidadãos responsáveis, que tenham amor a vida e respeito ao próximo. Se cada um fizer a sua parte poderemos vislumbrar um futuro melhor para nossos filhos e netos.

Convido você a uma reflexão sobre o tema e a repensar seu papel como pai, mãe ou cuidador. Será que somos pais potenciadores do aprendizado de nossas crianças? A criança nasce como um CD em branco onde vão sendo gravadas suas experiências. Os pais são o primeiro contato dela com o mundo e é na família que ela começa seu processo de desenvolvimento. É por este motivo que devemos refletir sobre a educação que recebemos, fazendo um balanço sobre o que foi positivo e negativo, descartando assim aqueles pontos que prejudicaram nosso próprio desenvolvimento.

No curso “La família potenciadora: educadora por excelência”, Arias Beaton, Tejeda Garcia e Davila Torres (2009) definem risco psicológico como aqueles que resultam na dificuldade da família cumprir sua função educativa. Existem vários fatores que impedem a família de cumprir essa função e no nosso contexto os riscos sociais e psicológicos parecem ser os mais prováveis. Porém as condições sociais, isoladamente, não interferem no desenvolvimento.

A ação educativa precisa ser pensada e consciente, pois os pais exercem uma grande influência na vida dos filhos e são seus maiores exemplos, a autoridade máxima na vida deles.

Sendo assim, nosso papel como família é educar cidadãos de bem, éticos e que façam a diferença em nossa sociedade e na vida das pessoas que os cercam, não negligenciando nenhuma área de sua vida e sempre em parceria com a escola, alinhados as necessidades da nossa sociedade contemporânea, visando corrigir erros cometidos no passado e que hoje refletem negativamente na vida de todos nós.

Que 2022 seja um ano de esperança e novos olhares sobre a educação! Porque eu sou uma sonhadora e sonho com essa educação, assim como nosso grande mestre Paulo Freire dizia: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.”

A importância de ensinar a criança a esperar

Você já observou como as crianças hoje em dia têm dificuldade em esperar? Aliás, não apenas as crianças, muitos adultos também. Eu estou convencida de que a velocidade que a tecnologia nos trouxe acabou impactando no comportamento das pessoas. Quantas vezes você já recebeu uma mensagem de alguém no seu WhatsApp e a pessoa ficou irritada por você não responder rapidamente? Comigo já aconteceu várias vezes.

Se não nos policiarmos, essa velocidade em que vivemos pode se tornar uma grande inimiga. E principalmente das crianças, pois se para nós adultos já gera uma grande ansiedade, imagine então as consequências para uma criança.

Não sabemos ainda o impacto que a tecnologia tem no nosso cérebro, analisando a história da evolução do ser humano identificaremos mudanças cerebrais importantes que ocorreram para nos adaptarmos à realidade em que vivíamos. Sendo assim, é possível imaginar que o cérebro esteja se modificando também para a nossa sobrevivência nessa sociedade tecnológica.

Agora que refletimos sobre a realidade atual quero apresentar uma das funções executivas mais importantes que temos no cérebro, o controle inibitório. Ele é responsável pela inibição de determinados comportamentos, como por exemplo o impulso de bater em alguém quando se está com raiva, ou de furar uma fila quando está com pressa, ou de pular de um penhasco sem pensar nas consequências, e assim por diante.

O controle inibitório vai se desenvolvendo desde a infância, sendo assim é importante que os adultos que convivem com crianças, ensine-as a esperar e a controlar seus impulsos. Quando colocamos a criança em uma situação desafiadora, onde ela precisa vencer a ansiedade de furar uma fila, de ganhar um brinquedo, de conseguir as coisas que deseja na hora, de responder mensagens no celular imediatamente, estamos ajudando no desenvolvimento do controle inibitório dessa criança, o que vai ter um impacto positivo na sua vida adulta. Quantos adultos você conhece que acabou de pensar: “Nossa, aquela pessoa não deve ter o controle inibitório desenvolvido?”. E você provavelmente percebeu que as consequências são graves.

Em relação à tecnologia é importante estabelecer limites, conversar com a criança sobre a importância de controlar o tempo de uso e quais os efeitos negativos que o excesso poderá causar em seu desenvolvimento. O diálogo é sempre o melhor caminho, mesmo que precise sempre voltar nesse assunto e aguentar cara feia de vez em quando.

Uma dica é aposte em atividades e jogos com regras e mais de um jogador, pois eles ajudam muito a criança a compreender que o ato de esperar, de pensar antes de agir, é importante não apenas para uma convivência social saudável, mas também para sua própria segurança, uma vez que o controle do impulso é o que não permite colocarmos nossa vida em risco.

Agora que você já sabe um pouco sobre como nossas ações podem interferir no desenvolvimento de funções importantes do cérebro da criança, invista tempo e pense nas ações que você poderá realizar e que irão contribuir para o desenvolvimento saudável desse pequenino ou pequenina que você convive.

Etapas do processo de aprendizagem

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O que você entende por aprendizagem? É quando você decora algum conteúdo? Ou quando você pratica o que foi passado? Bom, o processo de aprendizagem é muito mais complexo do que esses exemplos citados. Um dos grandes nomes quando o assunto é aprendizagem é Jean Piaget, é simplesmente impossível falar no assunto sem lembrar desse grande biólogo, psicólogo e epistemológico suíço, pois ele estudou profundamente as etapas do desenvolvimento humano.

Para Piaget a interação entre o indivíduo e o ambiente é responsável pela formação do conhecimento humano. Em seus estudos ele constatou que a criança vivencia diferentes fases durante seu desenvolvimento e assim vai adquirindo habilidades que são fundamentais para sua vida, como o pensamento e a linguagem.

Uma das avaliações que fazemos quando recebemos alguma criança com dificuldade de aprendizagem é identificar em qual fase ela se encontra, isso porque existem os marcos de desenvolvimento e para que a criança passe para a próxima fase é necessário que ela conclua a fase anterior, essas fases correspondem a maturação cerebral da criança, ou seja, o que ela é capaz de realizar naquele momento. Por isso não se deve criar expectativa e esperar das crianças determinados comportamentos que ela não consegue muitas vezes compreender devido seu estágio de desenvolvimento.

Segundo Piaget as fases de desenvolvimento são:

  • Estágio sensório-motor (0-2 anos): o campo sensorial é o que rege a criança nesta fase, ela pega os objetivos na mão e joga no chão para ver o efeito provocado no ambiente, ela também considera o que está em seu campo de visão e gosta de explorar seu corpo e ambiente.
  • Estágio pré-operatório (2-7 anos): aqui inicia-se o pensamento representativo da realidade em que está inserida, ela apresenta comportamento egocêntrico (não tem relação com a personalidade, apenas faz parte dessa fase),  dá um salto no desenvolvimento da fala e no seu desempenho cognitivo. Nesta fase começa a desenvolver o pensamento lógico, porém a criança ainda não é capaz de fazer julgamentos de situações diversas ou discernir entre certo e errado.
  • Estágio pré-operatório concreto (7-12 anos): nesta fase a criança já apresenta capacidade de manipular mentalmente as representações e experiências. É nesta fase que podemos observar o desenvolvimento moral da criança, pois ela já consegue discernir entre certo e errado. Agora sim as noções de regras passam a fazer mais sentido pra ela. Porém ela ainda não tem habilidade para compreender conceitos abstratos.
  • Estágio pré-operatório formal (12 anos): a última etapa do processo de aprendizagem é marcada pela capacidade do pré-adolescente em fazer representações abstratas e com conceitos que não utilizam formas físicas. Nesta fase eles começam a ter compreensão das experiências vividas por outras pessoas, ou seja, passa a entender o ponto de vista do outro.

No artigo anterior eu falei sobre a importância de simplificarmos a infância e o assunto de hoje vai de encontro com ele, pois como você pode perceber existem marcos biológicos no nosso desenvolvimento, é a natureza em sua perfeição, assim como as sementes passam por fazes até atingir seu ápice no processo de desenvolvimento, nós seres humanos também temos o nosso tempo, precisamos aprender a respeitar isso.

Agora, caso você perceba um atraso visível no desenvolvimento do seu filho, busque ajuda profissional e peça uma avaliação, pois quanto antes iniciarem as intervenções melhor a criança irá se desenvolver.

Que tal simplificarmos a infância?

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Para contextualizar o tema gostaria de pedir que você se lembrasse como era a infância alguns anos atrás, antes da tecnologia, do incentivo ao consumo excessivo de brinquedos e do excesso de atividades extracurriculares. Se pensarmos nas crianças que viviam longe das grandes cidades então, como era a infância delas? Lembro que tínhamos que recorrer à criatividade, qualquer coisa virava brinquedo. Aliás, ganhar brinquedo, só em datas especiais, por isso tínhamos que cuidar, pois se quebrássemos ou perdêssemos iríamos ter que esperar até a próxima data comemorativa para ganhar. Sem falar nos amigos da rua, não víamos a hora de voltar da escola para irmos para a rua brincar. Bons tempos!

E hoje, como você enxerga a infância? Simplificar a infância é absurdamente necessário nos dias de hoje e é um assunto amplamente defendido por Kim Payne, professor e conselheiro norte-americano. Ele trouxe esse assunto em 2016, porém mesmo depois de tanto tempo o tema continua sendo relevante e necessário.

Segundo Payne existem quatro excessos identificados por ele na educação moderna, são eles:

1 – Excesso de coisas;

Pense em uma criança que tem falta das coisas, o que acontece na vida mental e emocional dessa criança? Quando você tem menos coisas, o que você tem se torna precioso, certo? Se você está brincando com outras crianças você passa a compartilhar o pouco que tem. E quando a criança possui “excesso” de coisas? O resultado é o inverso, as crianças ficam sobrecarregadas, brincam superficialmente, facilmente perdendo o interesse imediatista nos brinquedos e no ambiente e não são estimuladas a desenvolver a imaginação.

2 – Excesso de opções;

As crianças estão trocando o lápis de cor e o papel por tablet´s e smartphones. A tecnologia está tomando conta da infância de grande parte das crianças. Elas estão nascendo inseridas neste meio, com uma infinidade de opções!

3 – Excesso de informações;

As crianças atualmente estão sendo expostas a um fluxo constante de informações que nem são capazes de processar. Vemos adultos depositando muita expectativa sobre elas sem perceber que o cérebro delas não está preparado e é incapaz de acompanhar o ritmo que é imposto pela nova educação, como consequência temos o estresse e obviamente suas consequências negativas.

4 – Excesso de rapidez;

Pesquisas comprovam que nas últimas duas décadas as crianças perderam 12 horas por semana de tempo livre. Alguns psicólogos se referem a esse fenômeno como a “guerra contra a infância”. Eles têm notado que a maneira moderna de jogar também gera ansiedade e depressão, mas não apenas isso, a falta de tempo livre é o fator mais prejudicial.

Querido leitor, se queremos proteger a infância das crianças será preciso aprender a dizer “não” para as diretrizes impostas pela sociedade. É preciso deixar que as crianças sejam crianças, apenas isso. Educar as crianças na simplicidade é a melhor maneira de proteger o equilíbrio emocional e mental delas.

Sendo assim, deixar a criança com tempo livre para brincar com outras crianças ou com jogos que estimulem a criatividade, jogos não estruturados, é essencial. Não encher a criança de atividade extracurriculares que, ao longo prazo, não vão ajudá-las em nada. Simplificar o ambiente, apostando em menos brinquedos. Uma boa noite de sono significa saúde, portanto prestar atenção na rotina de sono da criança também é fundamental. E para finalizar vai uma dica infalível: o menos é mais! As crianças merecem esse cuidado.

A autoestima e a aprendizagem escolar

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Você já parou para refletir sobre a importância da autoimagem no processo de aprendizagem escolar?

Entende-se por processo de aprendizagem tudo que ocorre quando aprendemos e ele é próprio da nossa espécie, desde que nascemos estamos em constante processo de aprendizagem, e será assim até o final de nossas vidas.

Já a autoestima é a opinião e o sentimento que cada um de nós tem de si mesmo, é ter consciência de nosso valor pessoal, acreditar, respeitar e confiar em nós mesmos. Sendo assim, podemos dizer que autoestima, juntamente com amor-próprio, é a base para o ser humano.

A infância é o período onde nossa autoestima começa a se formar, portanto a forma como a criança é tratada irá influenciar significativamente a autoestima quando ela for adulta. Perde-se a autoestima quando não se é reconhecido pelo que faz ou quando se passa por grandes decepções, frustrações e situações de perda, por exemplo.

Na infância as principais influências na construção da autoestima estão na educação parental e na educação escolar, pois são os ambientes onde a criança geralmente está inserida. E na escola o professor possui um papel fundamental na interação do processo de ensino aprendizagem, pois a maneira como o educador vê o educando interfere na maneira como a aprendizagem se dá.

O conhecimento e as atitudes do educador vão influenciar significativamente a confiança da criança. Em sala de aula sempre haverá diferenças, alguns alunos serão mais rápidos que outros, porém a atitude do professor é que vai fazer toda a diferença. E isso acontece quando ele dá oportunidade para que todos aprendam, de acordo com o ritmo de cada um, para que cada criança se sinta confiante, apoiada e incentivada a refletir, a questionar, a dar sua opinião, construindo a sua própria aprendizagem.

A sala de aula é um lugar privilegiado para a socialização infantil e é nela que a criança poderá encontrar a oportunidade de se sentir motivada e capaz de alcançar seus objetivos e sonhos. A motivação para aprender é um fator essencial para o sucesso escolar. Quando a criança possui uma autoimagem positivo ela consegue superar com maior facilidade as dificuldades encontradas no seu processo de aprendizagem, ela torna-se mais determinada a aprender.

Portanto, quando a criança tem uma autoestima positiva, consequentemente, a aprendizagem acontece com maior facilidade, por este motivo é importante elogiar os avanços conquistados pela criança, que servirão de estímulos para alcançar outros progressos e vencer dificuldades.

Um ponto importante a considerar é o tipo de elogio, tomando-se o cuidado de elogiar sempre “o esforço”, “o comportamento” que levou ao resultado e não a “inteligência” em si. Afinal o que nos leva a um determinado resultado é o nosso empenho e esforço, ou seja, o nosso comportamento para alcançar um determinado objetivo, e esse deve ser o principal foco do elogio.

Se observamos, de uma maneira geral, existe uma grande preocupação das escolas com a aprendizagem cognitiva dos alunos, esquecendo-se de um fator fundamental, o desenvolvimento emocional. É preciso aprimorar os olhares para ajudar a criança a desenvolver uma relação positiva com os outros e consigo mesma.

Sendo assim, se o foco é reduzir os riscos de fracasso escolar, os educadores precisam estar atentos e compreenderem as particularidades de cada um, preocupando-se com a autoestima que está intimamente ligada à educação formal, ou seja, ao desempenho escolar, e a interação do sujeito no ambiente escolar.

A importância de pensar, falar e agir de maneira coerente

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Segundo o dicionário da língua portuguesa coerência significa ligação, nexo ou harmonia entre dois fatos ou duas ideias; relação harmônica, conexão. Ou seja, ser coerente é pensar, falar e agir de maneira que suas ações sejam harmônicas, que suas ações reflitam verdadeiramente quem você é. Estou falando sobre comportamento! O seu comportamento, independente do ambiente onde está inserido, precisa ser coerente com seus princípios e valores.

Em algumas conversas, na última semana, eu trouxe esse assunto que para mim demonstra também uma maturidade pessoal e profissional. Ser coerente é um dos requisitos básicos para a credibilidade pessoal e por isso é importante investirmos tempo para nos desenvolvermos.

Procure sempre oferecer a verdade às pessoas. E o que é essa verdade? Ela está relacionada a sua conduta na vida pessoal e profissional. Por exemplo, os meus estudos e atuação profissional são voltados para o desenvolvimento humano e a educação, seja ela familiar, escolar ou corporativa, sendo assim todo meu conhecimento adquirido e vivências moldaram quem eu sou hoje, os meus princípios e valores. Seria incoerente que no meu trabalho eu me propusesse a contribuir com a educação e desenvolvimento de outras pessoas, porém na minha vida pessoal eu fosse uma pessoa completamente diferente, indisciplinada, mal-educada e desregrada, agindo totalmente ao oposto do que eu ofereço e falo para as pessoas. Que credibilidade haveria nisso? Que confiança as pessoas depositariam em mim e no meu trabalho?

Existe uma complexidade quando falamos em coerência e ela está justamente no gerenciamento do nosso comportamento. Quem é incoerente além de não cumprir o que planeja, desconhece o valor e o peso da sua palavra. Acredite, cada vez que sua palavra não é cumprida as pessoas vão perdendo a fé em você e sua credibilidade vai para o espaço.

Um exemplo claro da vida cotidiana, você está ensinando seu filho de que na mesa, durante as refeições, não podemos atender ao celular. De repente, no meio do jantar, seu telefone toca e você atende. Qual mensagem você acabou de passar para seu filho?

Outro exemplo, na sua empresa um dos valores é “valorizamos as relações humanas”, o diretor chega de mal humor e passa pelas pessoas sem sequer dar um bom dia. Que mensagem ele acabou de transmitir?

Quando tenho oportunidade sempre alerto as pessoas sobre as redes sociais, pois elas esquecem que tudo que é registrado no mundo virtual ficará ali pra sempre. Lembre-se que o que você posta pode ser retirado de contexto, uma frase escrita ou gravada pode ser suficiente para acabar com tudo que você construiu, com a sua credibilidade, pois você nem sempre terá oportunidade de explicar o que quis dizer e nem sempre as pessoas vão querer ouvir o que você tem a dizer. Portanto o recado é, pense bem antes de postar ou dizer algo na rede social, seja coerente com seus princípios e valores.

Entendeu a importância da coerência? Ela é um dos exercícios mais importantes e complexos que devemos fazer na vida, pois ela é responsável pela sua marca pessoal. Não é fácil alinhar valores, princípios e condutas. É preciso querer se aperfeiçoar constantemente, sair do piloto automático, mudar hábitos ruins e melhorar a comunicação, para que os seus pensamentos, falas e ações sejam coerentes.

Se olharmos para o nosso cenário político e econômico atual perceberemos que a falta de coerência é o principal ou um dos mais relevantes motivos para a crise que vivemos atualmente. Olhe a sua volta, o que você vê? Analise as redes sociais. Quantas vezes eu não ouvi meus pais dizerem que “antigamente as pessoas tinham palavra” e “o nosso contrato era a nossa palavra”. O que isso quer dizer? Para mim diz respeito a uma crise sem precedentes de valores e princípios de vida, vivemos uma crise moral e ética, algo aconteceu no caminho que não deu muito certo.

Mas a boa notícia é que você e eu podemos fazer diferente, podemos ter uma vida coerente e com credibilidade. Para se desenvolver pessoal e profissionalmente é necessário amadurecer e entender que sim, não existe separação entre quem você é na vida pessoal e quem você é na vida profissional. Cuidado para não ser considerado uma fraude!

Ecolalia: um eco na fala

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Quantas situações vivenciamos na infância, não é mesmo? Hoje quero falar sobre um sintoma chamado “ecolalia” que pode aparecer na infância, basicamente ela é compreendida como uma repetição em eco da fala de outras pessoas. Como é um assunto extenso, vou me ater aos pontos principais sobre o tema e buscar uma forma didática de explicar ao leitor.

Primeiramente precisamos esclarecer que na literatura esse sintoma é encontrado em uma diversidade de casos clínicos neurológicos, como as afasias, o retardo mental e as lesões de mesencéfalo, como também em casos Psíquicos, como a esquizofrenia e principalmente nos casos de crianças com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Voltando a definição, podemos dizer então que a ecolalia é uma tendência para repetir palavras ou frases faladas por outros. Mas calma, quando a criança é pequena e se encontra em fase de desenvolvimento de linguagem ela também pode repetir palavras, porém existe algo que diferencia o desenvolvimento saudável do que podemos chamar de patológico e é aqui precisamos estar atentos.

Antes de diferenciarmos o saudável do patológico, vamos conhecer outra característica da ecolalia, ela pode ser “imediata”, “tardia” ou “mitigada”, ou seja, as repetições podem ocorrer pouco tempo ou imediatamente após a fala modelo, como também após um tempo significativamente maior de sua produção, além de poderem ocorrer com modificações das falas ecoadas, seja imediata ou tardia, para fins comunicativos.

Então, como diferenciar a repetição saudável, que faz parte do desenvolvimento da linguagem na criança e, que não caracterizam atraso ou alteração, da repetição patológica? A diferença existe quando existem outros aspectos ou características de atraso na linguagem e dificuldades de interação social associados. Nestes casos é importante procurar um especialista em linguagem, no caso, os fonoaudiólogos, para que seja realizada uma avaliação.

O desenvolvimento da linguagem é um assunto extenso, complexo e envolve vários fatores. Portanto não existem respostas e receitas prontas. Cada caso é um caso e precisa ser devidamente analisado.

Se você conhece crianças que se encontram no espectro do autismo e que se comunicam verbalmente (falam), é bem provável que perceba que elas repetem palavras e frases ditas por outras pessoas, inclusive que tiveram contato através de comerciais de TV, desenhos animados, filmes ou até internet.

Como eu já mencionei em artigos anteriores, quanto mais precocemente a criança com atrasos ou alterações no seu desenvolvimento for encaminhada e avaliada de forma adequada por profissionais especializados, melhores poderão ser as oportunidades de intervenção precoce e de desenvolvimento. A intervenção precoce é fator fundamental na evolução de crianças, principalmente quando falamos em crianças que se encontram no espectro do autismo.

A linguagem é um marco importante no nosso desenvolvimento, sendo assim muitos casos que chegam em nossos consultórios tem alguma relação com a linguagem, seja ela escrita ou falada. Portanto, procure um profissional especializado assim que perceber que algo não está dentro do esperado para a faixa etária da criança, não deixe para depois, pois os atrasos podem piorar e terem comprometimentos bem maiores quando não tratados.

Levando uma vida com autorresponsabilidade

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Um dos grandes aprendizados que obtive nos meus 45 anos de vida é que a autorresponsabilidade é o melhor caminho para gerar as mudanças que desejo na minha vida. Por isso trouxe esse tema para vocês. A autorresponsabilidade é um dos segredos para assumir as rédeas de sua vida e tará-la das mãos dos outros ou das circunstâncias.

Dentro dessa perspectiva, se você não está feliz com seus resultados, reconheça o que está errado e redirecione de forma autorresponsável, objetiva e consciente.

Então autorresponsabilidade é isso? Sim, é a capacidade racional e emocional de trazer para si toda a responsabilidade pelo que acontece em sua vida, por mais inexplicável que pareça, por mais que você tenha a sensação que não está no seu controle e nas suas mãos.

Os seus comportamentos, pensamentos e sentimentos estão ajudando a criar a sua realidade, pois bons pensamentos e sentimentos estruturam suas crenças. E lembre-se que suas escolhas sempre terão consequências.

Um fato importante é que, como tudo na vida, acreditar ou não em alguma coisa é uma questão de escolha. Portanto, acreditar que você é o responsável pela vida que tem levado, também é um questão de escolha. Assim como o inverso também é uma escolha, acreditar que as coisas acontecem de forma aleatória, que você é vítima ou prisioneiro do seu destino e que você não controla nada. A escolha é sua!

O que eu posso afirmar, com base nas minhas próprias experiências de vida, é que, particularmente, eu acredito que a minha realidade é fruto das minhas palavras, comportamentos e/ou pensamentos. Ou seja, o que nós comunicamos, pensamos e sentimos geram resultados ao nosso redor, em outras palavras, trazemos a existência o que ainda não existe, mesmo que inconscientemente.

Quando entendemos esse conceito, as coisas ficam mais fáceis, inclusive errar acaba sendo menos doloroso, pois encaramos eles como aprendizados. Essa é a mentalidade de pessoas de sucesso. Passamos a não culpar as circunstâncias, as outras pessoas, Deus ou o destino. Passamos a falar, pensar e nos comportar de maneira diferente.

Poucos são os que reconhecem seus erros, concordam? Reconhecer nossos erros exige maturidade e é uma possibilidade de aprendizado. Preste atenção em suas falas e de outras pessoas, perceberá como é comum que a responsabilidade esteja sempre em algum outro lugar, mas dificilmente em si mesmo.

Pessoas que estão habituadas a não assumirem a responsabilidade, quando são demitidas, por exemplo, dirão que houve um corte na empresa e que teveram o “azar” de fazer parte dele, ou que estavam sendo perseguidas pelo seu superior entre outros. Lembro de uma supervisora que tive e ela dizia para não darmos motivo para que lembrasse nossos nomes quando a empresa pedisse que cortasse algumas pessoas, ou seja, sempre daremos algum motivo, é nossa responsabilidade.

Sendo assim, finalizo este artigo trazendo para você algumas dicas que podem ajuda-lo a desenvolver sua autorresponsabilidade:

  1. Se for criticar alguém, cale-se;
  2. Se for reclamar das circunstâncias, ajude dando sugestões;
  3. Não busque culpados, busque soluções;
  4. Não se faça de vítima, assuma uma postura de vencedor;
  5. Não justifique seus erros, aprenda com eles;
  6. Quando for julgar alguém, julgue a ATITUDE dessa pessoa e não “a pessoa”.

Se você conseguir transformar essas essas dicas em práticas diárias, com o tempo elas se tornarão hábitos e você começará a perceber tantas mudanças em si mesmo que uma nova pessoa surgirá, e como resultado novas oportunidades e possibilidades baterão em sua porta.

A criança precisa se sentir amada, segura e estimulada

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É difícil entrar em um consenso quando falamos em educação de filhos, pois cada família tem sua própria cultura e valores que certamente serão a base da educação dentro do lar. Porém, existem alguns pontos, que todas as famílias precisam considerar quando o assunto é educação, pois garantem um desenvolvimento saudável e preparo dessa criança para viver em sociedade.

O tema de hoje é muito abordado na Psicologia Infantil, pois é essencial que toda criança se sinta amada e protegida pelos pais e adultos próximos, recebendo carinho, atenção e sentindo-se amada, em uma família que ela perceba que deseja a sua felicidade e se importa com ela, por isso busca orientá-la.

 Com base na psicologia infantil, existem algumas necessidades básicas de todas as crianças que precisam ser atendidas, são elas: necessidade de afeto e atenção, necessidade de segurança e limites e necessidade de estímulos.

A necessidade de afeto e atenção é suprida quando a criança se sente amada, é com essa certeza de que é aceita e querida que ela se desenvolve bem psicologicamente, conseguindo lidar com a sua realidade. Aqui entra a importância dos pais e cuidadores terem um tempo para brincar com a criança e ouvir o que ela tem a dizer, ensinando-a a expressar-se livremente. São nesses momentos de interação que a criança exercita sua sociabilidade, constrói sua autoestima e aprende a se relacionar com as outras pessoas.

Outra necessidade muito importante e sobre a qual vamos refletir hoje é a de “segurança e limites”. Os pais e cuidadores precisam compreender que amar também envolve impor regras e limites. Isso mesmo, IMPOR! Regras e limites precisam ser seguidos e não tem negociação. Funcionam como LEIS, ou seja, não devem ser burladas. É preciso ensinar a criança quais são os comportamentos aceitáveis para uma vida sadia em sociedade. Por isso, saber dizer “não” também é essencial.

No geral, recomendamos que o “não” venha acompanhado de uma explicação dos motivos daquela reprimenda, para que a criança se sinta segura por poder contar com alguém que se preocupe em orientá-la. Limites claros ajudam a criança a compreender o que se espera dela, além de ajudar na sua formação, ajudando-a a encontrar soluções para as diversas situações que vivenciará e preparando ela para o futuro. Quando você educa uma criança com limites claros e definidos, ela se tornará um adulto capaz de entender as regras da sociedade, se portando de maneira íntegra e se sentindo seguro em fazer suas próprias escolhas.

E a terceira necessidade citada neste artigo é o “estímulo”, pois para que a criança se desenvolva plenamente é essencial que o ambiente onde ela vive esteja rodeado de bons estímulos, que lhes transmitam segurança e desenvolvam suas potencialidades. Basta olharmos para nós mesmos, aprendemos por meio das tentativas e erros, foi assim que fortalecemos nossa autoestima, tornando-nos adultos independentes e confiantes.

Quando somos crianças não temos noção de autoimagem, vamos construindo isso na convivência com os adultos, por isso as atitudes de rejeição podem deixar marcas profundas na psique. A criança precisa se sentir ouvida, perceber que seus esforços estão sendo valorizados e que os adultos buscam compreender seus questionamentos. Neste ponto entra a importância de ajudar a criança a compreender suas emoções e aprender a lidar com elas, inclusive e, principalmente, as emoções negativas como raiva, medo, tristeza e frustração, garantindo um desenvolvimento emocional saudável.

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